Produções

Opsis em Metamorphose

Em 1998 é fundado o Grupo de Teatro Opsis em Metamorphose, da necessidade biológica de criar, cuja satisfação é absolutamente necessária para o bom desenvolvimento do nosso ser. Inspirados pelas histórias que ouvimos nas ruas, nas vivências que nos desafiam e nas realidades que nos cercam, buscamos transformar em objeto artístico e dar vida em cada espetáculo. Queremos levar à cena não apenas as narrativas do presente, mas também as emoções e os pensamentos que elas despertam em nós.

A nossa missão é ir além do palco, levando o público a refletir sobre o que é, o que pode ser e o que estamos a viver enquanto sociedade. Cada peça é uma variação da nossa realidade, uma tentativa de capturar os pequenos momentos que nos definem e de os amplificar através da arte. Acreditamos que o teatro tem o poder de provocar, emocionar e transformar, e é com essa força que queremos criar diálogos com o público, oferecendo-lhe não apenas um espetáculo, mas uma experiência transformadora.

As criações dos trabalhos têm origem nas novas formas e contextos como objeto de arte, colocando em palco textos originais criados pelo coletivo de atores ou textos escritos por dramaturgos portugueses e estrangeiros. Acreditamos na construção coletiva e na troca de ideias, e é essa a dinâmica que dá vida às nossas produções, com um olhar atento ao presente e uma visão sobre o futuro. Trabalhos que conduzam a reflexões sobre a própria arte, onde se reflita e se fale de uma forma interna sobre aquilo que está a acontecer.

OPSIS EM METAMORPHOSE, é um projeto de Teatro para todos como arte da vida, como produção do simbólico, feita pelo corpo vivo a ser visto e ouvido em direto, no espaço e no tempo. Teatro como forma de expressão artística e, simultaneamente como meio de comunicação e divertimento, contribuindo para o desenvolvimento cultural e social, assim como importante fator pedagógico e formativo.

Criações :

O Faneca e o Seboso (1998)

Pum!Pum! Clop!Clop! Bong!Bong!
Pepérépépépé!
Um rufar de Tambor…e chegou o momento da alegria, da poesia, e do riso.
Entram na pista o Faneca e o Seboso uma parelha de Palhaços de elite que pertencem à tribo dos índios Hopi.
Mestres criadores de zombarias, brincadeiras com códigos sociais: os verdadeiros rituais das tribos de consumo.
Um carrinho = Consumo de preços baixos
Um livro = Hamlet, o drama clássico
Uma televisão = Pimba!
Coisa escondidas, segredos, coisas que se revelam a si próprias e que aparecem
quando olhamos para elas.

Ficha de Espectáculo
Criação Colectiva
Actores: Carlos Alves, João André
Régie, luz e som: Humberto Cunha
Encenação, Cenografia, Figurinos e Adereços: Colectivo de Actores
Produtor: Margarida Abrantes
Direcção Gráfica: João André
Produção: OPSIS Teatro

O Sapo Apaixonado (1999)

“O Sapo sentia-se esquisito,não sabia se estava contente ouse estava triste. Que é que teria?
Não estava com muito bom ar. Tinha ataques de calor e de frio, tinha vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo.
Tinha uma coisa dentro dele que fazia Tum – Tum
E quando menos esperava, ficou coma cara muito verde: Estava apaixonado
Uma história fantástica de amor,num mundo colorido onde tudo pode acontecer…”

Ficha de Espectáculo
Adaptação do Conto de Max Velthuijs
Actores: Carlos Alves, João André
Régie, luz e som: Humberto Cunha
Encenação, Cenografia, Figurinos e Adereços: Colectivo de Actores
Produtor: Margarida Abrantes
Direcção Gráfica: João André
Produção: OPSIS em METAMORPHOSE – Grupo de Teatro

O País dos Brinquedos (2000)

Para lá do rio, por entre as árvores de uma densa floresta, vivia um coelhinho que sonhava com o país dos brinquedos.
Um dia o rei dos gnomos levou-o numa viagem maravilhosa a um mundo fantástico que todos sonham alcançar.
Uma história de brincar, com travessuras e magia, onde a emoção e a criatividade se inter-relacionam numa difusão de elementos poéticos.

Ficha de Espectáculo
Adaptação do Conto de Elizabeth Adams
Actores: Carlos Alves, João André
Régie, luz e som: Humberto Cunha
Dramatúrgia, Encenação, Cenografia, Figurinos e Adereços: Colectivo de Actores
Produtor: Margarida Abrantes
Direcção Gráfica: João André
Produção: OPSIS em METAMORPHOSE – Grupo de Teatro

O Sol Tonto (2001)

“O Sol Tonto”, uma fábula maravilhosa onde um Palhaço cheio de alegria e uma Bailarina que voa, descobrem o Sol, bonito e quente, que se sentia só e com a cabeça a andar à roda. Um espectáculo onde a palavra, o som e o movimento constituem um trio que nos leva numa viagem através das quatro estações do ano, numa espiral de acontecimentos mágicos, combinando formas e cores na criação abstracta de uma harmonia capaz de exaltar qualquer emoção.

Ficha de Espectáculo
de António Carlos
Actores: Carlos Alves, João André
Régie, luz e som: Humberto Cunha
Encenação, Cenografia, Figurinos e Adereços: Colectivo de Actores
Produtor: Margarida Abrantes
Direcção Gráfica: João André
Produção: OPSIS em METAMORPHOSE – Grupo de Teatro

O Falatório (2002)

“Ruzante chega da guerra, desenvolve um monólogo, em que se evidencia a condenação da guerra. 
Depois surge o compadre, Menato, um camponês que adquiriu bens e posses. 
E, perante o olhar trocista  de Menato, Ruzante vai fazendo descrições  dos seus “feitos” e “heroicidades” na guerra.
Pergunta ansiosamente pela antiga mulher, que o rejeita porque ele nada tem para lhe dar.
Com ciúmes, ele agarra-a e não a deixa ir embora, de repente pimba! 
Uma carga de pancada, cai e é incapaz de se defender, julga ter sido atacado por cem homens e, ri-se.”

Uma história de feitos e heróis virtuais, com gabarolices, risos forçados, máscaras de dor, desespero e exclusão, para descrever o teatro da vida.

Ficha de Espectáculo
Adaptação do Texto de Angelo Beolco, dito o Ruzante
Actores: Carlos Alves, João André, Margarida Abrantes
Régie, luz e som: Humberto Cunha
Encenação, Cenografia, Figurinos e Adereços: Colectivo de Actores
Produtor: Margarida Abrantes
Direcção Gráfica: João André
Produção: OPSIS em METAMORPHOSE – Grupo de Teatro

O Feitiço do Livro (2003)

Uma história de encantar, um passaporte para o mundo maravilhoso dos livros: a aventura, a fantasia e o terror… O Senhor das Páginas, guardião da escrita dá-nos a conhecer o Pirata da Perna de Pau; uma Fada com varinha mágica e um Monstro carinhoso e simpático, que juntos nos fazem viajar numa aventura fantástica.

Teatro Obrigatório (2004)

Um burlesco com implicações sócio-culturais: um actor, uma bailarina e um artista plástico, perdidos nas ruas da globalização, encontram-se nas famosas ceias que os artistas por vezes organizam recorrendo à ARTE,  para esquecer as dificuldades financeiras. Instituem então, o teatro obrigatório, para que nunca se vejam mais todos estes teatros vazios.

O Risco (2004)

Falta sinopse ??

Universos e Frigoríficos (2005)

“Universos e Frigoríficos”, é uma peça fascinante que nos leva a viajar pelos universos dos vários personagens, em ambientes de confronto, loucura e paixão. Um espetáculo interactivo, onde o público é convidado a intervir, sendo obrigado a decidir o seu fim. Todas as apresentações estão, assim, condicionadas a quem as vê.

Encenação de Carlos Alves;
Interpretação de Carlos Alves, Irina Simões, João André, José Bailão, Maria Eugénia Simões e Margarida Abrantes.

Adaptação do Texto de Jacinto Lucas Pires
Actores: Carlos Alves, Irina Simões, João André, José Bailão, Maria Eugénia Simões e Margarida Abrantes
Régie, luz e som: Humberto Cunha
Encenação: Carlos Alves
Cenografia, Figurinos e Adereços: Colectivo de Actores
Produtor: Margarida Abrantes
Direcção Gráfica: João André e Humberto Cunha
Produção: OPSIS em METAMORPHOSE

História Mágica (2007)

Uma história de encantar. Uma passagem para o mundo maravilhoso dos sonhos: a fantasia, o imaginário… que se torna realidade.
Um Mestre de Dança e uma Bailarina levam-nos a percorrer o universo fantástico da Dança.

Vozes do Rio (2007)

“Vozes do Rio”, é uma escolha que procura desafiar a imaginação das crianças,  através do mergulhar nas profundezas do rio, na descoberta do mundo fantástico dos seres aquáticos. Um espetáculo onde os sons e as cores se misturam na sombra e nos diálogos entre as personagens, sobre a destruição do seu ecosistema.

Encenação de Carlos Alves; interpretação de Margarida Abrantes, João André e Carlos Alves e colaboração de Maria Alves e Manuel Abrantes.  

Texto: Colectivo de actores
Encenação: Carlos Alves
Actores: Carlos Alves, João André Canelas e Margarida Abrantes 
Colaboradores: Manuel Abrantes e Maria Alves
Régie, luz e som: Humberto Cunha
Cenografia, Figurinos e Adereços:  Colectivo de Actores
Produtor: Margarida Abrantes
Produção: OPSIS em METAMORPHOSE

A Verdadeira História de Andreia Belchior (2008)

Numa sociedade onde se vive o culto da imagem e da fama, onde os estereótipos da dupla Barbie e Ken emergem ferozmente, surge Andreia Belchior… Uma história que nos transporta numa viagem fascinante, um percurso de vida de uma mulher que sonha… É uma peça que percorre e regista momentos onde o imaginário e a realidade se cruzam e se confundem, criando ambientes de revolta e paixão, confrontando-nos com o perigo iminente de deixarmos de viver a nossa vida refugiando-nos no sonho.

Trilhos D’Oiro (2010)

Trilhos D’Oiro é uma comédia de costumes, um espectáculo etnográfico, onde se tocam cheiros e sabores, sobre texturas que dão cor às palavras que saltam de corpo em corpo, em movimentos que recordam todos os tempos.

Não é só a singularidade do sussurro dos campos, é o aroma e sabor inigualáveis que mantêm viva a chama da paixão pelo Alentejo, digno de ser (re)descoberto.

“Vivemos num tempo sem tempo. Ainda não é hoje o dia de amanhã, ou já foi?
Esses dias ainda são estes e serão outros que hão-de vir.
Corremos, temos pressa. Temos sempre pressa. 
Ignoramos as coisas realmente importantes da vida.
E É PENA!”

Mnemónica (2012)

Mnemónica” é um espetáculo intimista que cria ambientes singulares, entre as imagens, a palavra e o movimento.
São viagens à volta dos caminhos que se percorrem para chegar às memórias ou à falta delas.

“… esqueci-me do que tinha para dizer… às vezes acontece esquecer-me das imagens… Envelheci outra vez no caminho para casa e quando isto me acontece, pesa-me o nome cheio de letras e não consigo pensar.” Patrícia Portela

Puro – Sangue (2013)

Puro-sangue é uma caixinha de surpresas onde dois atores dão vida às suas personagens e nos transportam para ambientes de grande cumplicidade artística… Uma viagem pelos palcos da vida. Porque a vida é feita de momentos …
Um espetáculo para saborear.

Da plateia para o palco (2021)

Num duelo carinhoso com o público, a Frente Casa dá voz à ação. Um espetáculo onde o espectador é confrontado com as suas próprias ações e com os pensamentos de quem o conduz e assiste todas as noites.

Uma Frente Casa. Uma entre tantas outras. Uma que sonha com as ínfimas possibilidades de cada noite. Uma que procura surpreender-se todos os dias com cada espetáculo. Sentada numa qualquer plateia de um qualquer teatro.

Declama Shakespeare enquanto espera pelos primeiros espectadores, decora falas de outros autores, dá passos de dança, imaginando o Lago dos Cisnes ou lê a programação. Espera muito, ela, pelo início dos espetáculos, pelas pessoas, pelo fim dos espetáculos, pelas pessoas. Por hoje é tudo, não tem mais público no teatro.

Um olhar sobre as reações, as vontades e os contratempos de quem assiste aos movimentos do seu público. Uma observação peculiar sobre a plateia e as pessoas que a ocupam, ao invés do que acontece em palco.

Trazer da plateia para o palco todas as situações embaraçosas, os pensamentos de quem acompanha o espectador ao seu lugar, as alucinações de quem chega atrasado para ver um espetáculo e as preocupações constantes com o que pode acontecer com um sem número de pessoas é o que dá forma a esta criação.

Em guerra o singular pouco importa (2021)

Foi na primavera passada. As casas voltaram a ser habitadas, os animais de companhia passaram a ter o olhar atento da presença humana mais do que dois dias consecutivos e as famílias confrontaram-se com o tempo de um dia por completo. Os frigoríficos foram abertos mais do que o necessário, e a dispensa obteve uma percentagem equivalente à sala no que à carga horária diz respeito. Os encontros sociais ficaram adiados, as discotecas desabitadas e os palcos vazios. A sala de cinema apagou as luzes e fechou portas, do comércio ficaram as montras e dos restaurantes a memória daquele prato especial. Os abraços aos avós foram suspensos, os beijos de duas faces foram substituídos por cotoveladas e os sorrisos escondidos por máscaras neutras e sem expressão. O olhar ganhou a forma predominante de comunicar e as mãos acompanham as palavras, numa necessidade de fazer entender o que a voz não consegue. A audição como que enfeitiçada, foi muitas vezes prejudicada, sendo necessário recorrer à repetição para conseguir entender. A distância foi imposta e as pequenas escapadinhas até ao passeio oposto passaram a ser um hábito. 

O jornal público proclamava um Governo com “plano de choque para enfrentar coronavírus”. Uma nova guerra, possivelmente mortífera, onde todos fomos automaticamente expostos ao combate e enquanto uns procuravam a melhor arma para combater, a outra frente só tinha que se proteger. Entrámos em guerra e desde enão nunca mais saímos. Uma Ela e um Ele decidiram trocar cartas de amor, como um avô fizera para uma avó num combate ligeiramente diferente. 

De volta a uma guerra que não conhece o fim, o presente vive-se da distância, dos isolamentos e nas bolhas que cada um criou para si numa luta desleal com a ciência, com a vida e consigo próprio. Um lugar incomum para quem o quotidiano acelerava um bocadinho mais todos os dias e assiste ao encadeamento lógico das ações a ser quebrado num abrir e fechar de olhos. Talvez também tenha sido esse o pensamento daquele avô quando partiu para a guerra.

VAGAR (DE)VAGAR (2025)

A criação VAGAR (DE)VAGAR pretende reunir o teatro, a música e a gastronomia, por isso chamemos-lhe uma espécie de Teatro à Mesa. O espetáculo procura reunir histórias, sentimentos e sonhos, textos literários e poéticos sobre o Alentejo, músicas que se cantarolavam enquanto se trabalhava à torreira do sol e música clássica que dá embalo às emoções.

Quer-se falar do Alentejo e disto de ser alentejano, de caminhar por estas planícies, cumprimentar toda gente e ter tempo, um tempo que só vive aqui, nestas ruas e nestas pessoas.

O Alentejo
Alentejo de lindas paisagens.
Alentejo onde os sabores cintilam como miragens.
Alentejo de cheiros suaves das papoilas vermelhas.
Alentejo do fumegar da lareira acesa.
Alentejo onde o oceano irrompe as planícies verdes.
Alentejo do pôr-do-sol sereno.
Alentejo calmo no seu andar.
Alentejo estrelar para todo o olhar.
Alentejo saltitante do grilo a cantar.
Alentejo do louva-a-deus sobrenatural.
Alentejo meu Alentejo.

Ficha Técnica e Artística
Texto
: Maria Abrantes Alves, com excertos de Aníbal Falcato Alves, Fialho d’Almeida, Florbela Espanca, João Vaz Penetra e Vítor Barros
Criação e Interpretação: Inês Minor, Maria Abrantes Alves e Raquel Pernas
Música e Violoncelista: Raquel Pernas
Desenho de luz: Manuel Abrantes
Consultoria Artística: Carlos Alves e Margarida Abrantes
Construção de figurinos: Atelier de Costura – Mila
Concepção gastronómica: O Solar da Vila e Bolos D. Otília
Produção: Opsis em Metamorphose | Metamorphose – Centro de Divulgação Artística
Apoios: Câmara Municipal de Mora, CCDR Alentejo, Fundação Eugénio de Almeida e Junta de Freguesia de Cabeção